quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Fórmula Lógica de Jesus


Se Jesus fosse um produto, desses que se vende em supermercados, lojas de departamento ou e-commerces, ele seria um desafio para a minha profissão (publicidade). Seria daqueles produtos que não tem público-alvo, porque o alvo seria todo ser que respira. Seria para os que estão fracos e desanimados, mas também os que têm sede e fome de justiça. Seria quase uma contradição - tão fácil quanto complicado, uma vez que sua mensagem é simples, mas sua aplicabilidade não é compatível com a nossa natureza. Mas, sem dúvida, seria um excelente produto, sem contraindicação, para todas as idades, povos, tribos, raças, línguas e nações, pois ele é o que todo o mundo quer (e, como diria aquele rapaz de Liverpool, é tudo o que precisamos): amor.

Muita gente já entendeu a potencialidade do produto Jesus. E, como uma boa publicidade faz, estampa-se um marca no produto para vendê-lo na linguagem que o cliente vai entender e se sentir impelido a comprar. Veja, digo ‘cliente’ e não público-alvo desta vez porque, nessa venda, o que importa não é quem precisa do produto e sim quem pode pagar o seu preço. Guardem as facas, desta vez não vou falar das teologias da prosperidade, até mesmo porque você já está cansado de saber sobre elas e, quando leu a última frase, já fez o comparativo cabível.

O problema é que Jesus virou moeda de troca. Tem até uma coisa que me faz lembrar as metas corporativas que eu vivia há alguns anos: “Venha como estás, mas se prepare que você terá que mostrar resultados.” Acho que só não dá PROCON publicidade religiosa enganosa porque ninguém quer ouvir um “Deus te pague” no final do processo.
Não que eu não acredite em mudanças, milagres e transformações, mas é que elas são consequência, não o fim. O modo de vender Jesus transformou toda a sua essência em um leque de vantagens que você paga com boa conduta. Mas desde quando e onde está escrito (na Bíblia, por assim dizer) que Deus faz barganhas?

Jesus não veio trazer conforto, ao contrário ele disse “VÁ PRA TUDO QUANTO É CANTO para falar sobre a novidade de vida que eu vim anunciar”. Jesus não prometeu uma vida mais fácil, ao contrário, ele disse “no mundo vocês terão momentos ruins, mas animem-se”. Jesus não veio trazer sossego, e sim espada, e ainda convocou pro “pega-pá-capá” todo aquele que entendesse sua mensagem.

A fórmula lógica de Jesus é uma só: ame e as demais coisas acontecerão. Mas amar, como eu disse, está além das nossas forças. Nossa natureza é egoísta, mesquinha, orgulhosa. Por isso, o amor que Jesus pregava não tinha nada a ver com sentimentos. Era pura decisão de estar disposto a sofrer, crer, esperar e suportar, sem se portar mal, sem buscar retorno. Difícil aplicar isso num mundo onde tudo o que se quer é receber algo em troca, onde não se pode estar por baixo.
Vender Jesus como se ele fosse um amuleto ou uma simpatia é mais fácil. Mas, na verdade, pessoas esperam por uma fórmula mágica que não existe. A lei que rege o amor nem Newton poderia calcular, porque ela definitivamente não é deste mundo.

Quem decide comprar a ideia do amor descobre que ele vem sem manual, a instalação não é padronizada e, é claro, faz os outros componentes entrarem em curto quase sempre. E se tentar ensinar outra pessoa a amar através da sua experiência, criará uma cópia barata, sem garantia nem validade. Quem disser que “Amar o próximo” é fácil não entendeu bem como isso funciona. Quanto mais próximo, mais difícil é amar.

domingo, 25 de setembro de 2011

O valor das palavras


Conversamos sobre muitas coisas hoje na reunião do Caminho: segmentação de amizades, ansiedade, viver no futuro, não ser feliz no tempo chamado hoje... mas uma das últimas palavras e a reação de "repúdio" à ela me fez pensar: PROFECIA. Antes de explicar, vou falar sobre o último ponto de vista que compartilhei com o pessoal, minutos antes da nossa oração de encerramento.

Fica muito mais fácil entender as palavras se a gente prestar atenção em como elas são formadas. Por exemplo: MEDITAR = me + ditar = dizer a mim mesmo. No caso, meditar na palavra, nas promessas do Senhor, é quase como um exercício contínuo para que eu eduque meu ser sobre aquilo que quero acreditar, caminhar, descansar, buscar. Não é uma lavagem cerebral, algo que perde a lógica e vira apenas palavra de comando. Meditar é, gramaticalmente falando, desmontar uma sentença para descobrir do que ela é feita, descobrir sua essência, a intimidade da vontade de Deus.
Outro exemplo: ORAÇÃO = orar + ação = colocar diante de Deus (e de você mesmo) o que está no seu coração E agir, fazer algo a respeito. Às vezes, nossa ação não agirá diretamente na causa, mas terá influência no contexto. De qualquer maneira, simplesmente "entregar pra Deus" e achar que Ele deve fazer algo que você "mandou" é ilógico, além de arrogante. Deus não é seu funcionário. Você não pode dar ordens e ainda ficar descepcionado caso Ele não faça conforme sua vontade. Deus tem os meios Dele, todos perfeitos, mesmo quando parecem um caos. Mas você só consegue perceber a sutil ação de Deus nesse caos quando você conhece intimamente as promessas, ou seja, quando MEDITA nelas.

E por isso chegamos à terceira palavra que desencadeou em mim toda essa meditação e oração: PROFECIA = pró + fé como verbo. Eu falei na reunião que, ao contrário do que se pensa e ensina, profetizar não é conjurar um encanto e esperar que, magicamente, as coisas aconteçam. Profetizar é um "esquenta" pra fé. Na verdade, profecia é o que desencadeia a fé. Ela é necessária antes mesmo de se ter fé ou de se ver a obra concluída. E ela é testificada quando "conversa" com um sentimento, sonho, desejo muito intimo de alguém. Caso contrário, são só palavras jogadas ao vento. E como todas as coisas nessa vida, tem profecia "pro mal" também, e que podem se cumprir, não porque são mágicas, mas porque a pessoa que a ouve, a recebe.
Uma mãe que profetiza que a filha vai ser uma mulher da vida e a filha que vive dentro de um contexto familiar sem base de amor e comprometimento, facilmente vai acatar as palavras da mãe e seguir o rumo da profecia. De um outro prisma, o jovem de família humilde mas visionário, quando ouve alguém dizer "você será um homem de negócios muito bem sucedido", pode se agarrar nessa palavra e fazer dela seu trampolim para uma mudança radical de posição social.

A profecia é algo que age a favor da fé, o problema é: onde está a nossa fé e qual é a sua fonte? Seja como for, a profecia só vai poder desencadear aquilo que já está no coração. Sozinha e sem sentido, é profetada. Se puder dar um conselho, diria apenas 2 palavras: meditação e oração. Essas duas palavras tem grande valor, são verdadeiros tesouros e são o melhor lugar para dar repouso e sustento ao nosso falho coração humano. Assim, seja quem for o profeta, as palavras serão bálsamo e o que não for para o seu crescimento simplesmente cairá no esquecimeto.

Revista no Caminho

Livros do Caio para download



Alguns livros do Pr. Caio Fábio foram digitalizados e, agora, estão disponíveis em PDF para download.




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